Novos rumos para o setor de transporte coletivo urbano

Cerca de 90 empresários do setor de transporte público urbano por ônibus se reuniram na última terça-feira (20), na sede da NTU, em Brasília, para avaliar a grave crise pela qual passa o setor e buscar caminhos para superá-la. Durante a reunião, a equipe da Associação apresentou os principais problemas, como a crescente queda de demanda de passageiros. Empresários também relataram os problemas que têm enfrentado, principalmente em relação ao não cumprimento dos contratos.

A NTU encomendou ao advogado Vitor Rhein Schirato um parecer sobre as condições contratuais vigentes em contratos de concessão e quais são as implicações em caso de quebra de contrato.

A nova planilha de cálculo dos custos do transporte urbano, lançada pela ANTP em 2017, também foi tema de debate como uma das alternativas importantes para o alinhamento do setor. A NTU defendeu a necessidade de o novo método ser amplamente disseminado junto às empresas e ao poder público municipal, em especial os órgãos gestores de transporte. Com a utilização da nova planilha, riscos e serviços que antes não constavam no método Geipot passam a ser considerados, dando mais garantia às empresas.

A prioridade ao transporte coletivo também foi tema de discussão. O apoio à implantação de faixas exclusivas, corredores e sistemas BRT foi apontada como uma das estratégias importantes de alinhamento para o setor. Transporte coletivo preso em congestionamento perde produtividade e, consequentemente, clientes. Por isso, a Associação propõe que a defesa dessas medidas por parte do segmento de ônibus urbano seja constante.

Outro tema tratado foram as fontes de custeio para o transporte coletivo, uma questão prioritária para a NTU. A discussão ganhou força com a PEC 159/2007, a chamada Cide Verde, que destina recursos provenientes do consumo de combustíveis do transporte individual (gasolina, etanol e gás veicular natural) para a infraestrutura e redução de tarifas do transporte coletivo. A proposta é da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e aguarda votação no Congresso.

A NTU também apresentou o trabalho de agendas positivas, desenvolvido por meio de campanhas sobre temas de grande relevância social que podem estar na pauta das empresas de transporte coletivo. A intenção é promover boas práticas que tenham mais visibilidade e impacto para o setor e toda a sociedade. Para 2018, seis temas serão abordados: abuso sexual e violência de gênero (março); violência no trânsito (maio amarelo); redução de emissão de poluentes (junho); Dia Mundial sem Carro (setembro); Saúde da mulher e do homem (outubro rosa e novembro azul).

Já ao final do dia, os novos negócios atrelados ao transporte público coletivo estiveram na pauta, incluindo o debate sobre como as empresas podem trabalhar para oferecer novos serviços e aumentar a retenção dos clientes. Foram discutidas ainda o cenário atual das novas tecnologias aplicadas ao transporte.

 

Fonte: NTU

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